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2009: Groenlandia ganha autonomia

Em 21 de junho de 2009, a Groenlândia recebeu oficialmente autonomia da Dinamarca — um grande passo na autonomia da região. Agora, ela administra recursos naturais, agricultura e proteção ambiental diretamente, embora a Dinamarca continue responsável pela defesa, segurança externa e relações internacionais. Este evento é uma continuação do processo de autonomia que começou em 1979 e abre espaço para discussões sobre a independência futura.

21 Jun 20263 min de leitura23 visualizaçõesPor Redaksi MeridianWikipedia / Meridian Sejarah
2009: Groenlandia ganha autonomia
Imagem: Imej: NASA Goddard Photo and Video (BY) via Openverse
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  • Greenland menerima kuasa sendiri dari Denmark pada 21 Jun 2009
  • Kuasa ini termasuk bidang pertanian, perlindungan alam dan pengurusan sumber daya semula jadi
  • Tanggungjawab ke atas pertahanan dan keselamatan luar masih berada di bawah kuasa Denmark

21 de junho de 2009: Ponto de viragem na autonomia da Groenlândia

Em 21 de junho de 2009, a Groenlândia obteve oficialmente autonomia (*selvstyre*) do Governo da Dinamarca. Isso não é apenas uma mudança administrativa — marca uma transferência ampla de poder legal, incluindo áreas como agricultura, proteção ambiental, gestão de recursos naturais e leis penais. Pela primeira vez, o governo local em Nuuk pode tomar decisões próprias sobre exploração de petróleo, gás e minerais — potencial econômico principal no meio da camada de gelo que está se reduzindo.

No entanto, as responsabilidades em relação à defesa, segurança externa, assuntos exteriores e moeda permanecem sob o controle da Dinamarca. O apoio financeiro anual de Copenhague também continua — uma realidade que mostra os limites práticos da autonomia da região.

Essa medida é o resultado de negociações de mais de dez anos após o referendo de 2008, no qual 75% dos eleitores da Groenlândia apoiaram a transferência adicional de poder. Também é uma continuação lógica do primeiro status de autonomia obtido em 1979.

A Groenlândia na estrutura do governo dinamarquês

A Groenlândia é uma região autônoma dentro do Reino da Dinamarca junto com as Ilhas Faroe e a própria Dinamarca. Seus cidadãos são cidadãos dinamarqueses e, portanto, cidadãos da União Europeia (UE), embora a Groenlândia não seja membro da UE — ela se retirou em 1985 após um referendo sobre a política pesqueira.

Geograficamente, a Groenlândia é a maior ilha do mundo, localizada entre o Oceano Ártico e o Atlântico Norte, com uma fronteira terrestre de apenas 1,2 km com o Canadá na Ilha Hans. Sua capital, Nuuk, é a cidade mais populosa e centro administrativo e econômico da região.

Em termos econômicos, a Groenlândia ainda depende de ajuda da Dinamarca — média de 5,4 bilhões de coroas dinamarquesas (cerca de 3,4 bilhões de RM) por ano entre 2019-2023, ou mais de 20% de seu PIB.

Quem impulsionou a mudança?

O processo de autonomia envolveu cooperação entre os principais partidos políticos da Groenlândia — principalmente Siumut e Inuit Ataqatigiit — bem como o governo dinamarquês em Copenhague. Na Groenlândia, o apoio popular foi construído através de campanhas educacionais públicas e diálogos locais; na Dinamarca, este acordo foi aprovado pelo Folketing (parlamento dinamarquês) em 2008 como *Lov om Grønlands Selvstyre*. Nenhuma pessoa individual é vista como o 'pai da autonomia', mas esforços coletivos de líderes como Lars-Emil Johansen (ex-chefe do governo da Groenlândia) e representantes do governo dinamarquês na época desempenharam um papel fundamental nas negociações técnicas e legais.

O que mudou após 2009?

A autonomia deu à Groenlândia controle total sobre seus recursos naturais — incluindo o direito exclusivo de emitir licenças de exploração de petróleo e minerais. Também fortaleceu a identidade inuit através do uso da língua e educação local, além de acelerar a formação de instituições próprias, como tribunais penais e agências ambientais.

No entanto, as promessas econômicas ainda não foram totalmente realizadas: projetos de exploração de petróleo estão paralisados devido a preços baixos e desafios ambientais, enquanto a dependência da ajuda dinamarquesa permanece alta. O tema da independência também não foi definido no acordo de autonomia — apenas afirma que a Groenlândia "pode escolher independência a qualquer momento" se a maioria da população a apoiar em um referendo válido.

O evento de 2009 não é o fim, mas o início de uma nova fase: um processo contínuo de autonomia, não um destino final.

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