Todos os dias, a Terra é bombardeada por materiais do espaço. A maioria é pequena — poeira cósmica e partículas tão pequenas quanto um grão de areia — que se incendeiam ao entrar na atmosfera, produzindo rastros luminosos que conhecemos como estrelas cadentes ou meteoros. No entanto, ocasionalmente, fragmentos maiores conseguem atravessar com segurança a perigosa jornada através da atmosfera e atingir a superfície da Terra como meteoritos.
Meteoritos são objetos duros do espaço que conseguem sobreviver à travessia da atmosfera e atingir a superfície da Terra sem se desintegrar totalmente. Sua jornada é dramática — ao entrar na atmosfera a velocidades entre 11 e 72 quilômetros por segundo, o atrito com o ar aquece sua superfície até milhares de graus Celsius, derretendo e evaporando sua camada externa. No entanto, sua parte interna pode permanecer fria — meteoritos que caem frequentemente parecem frios ao toque, mesmo que suas superfícies tenham acabado de incandescer.
A maioria dos meteoritos vem de três fontes principais. Primeiro, de asteróides — corpos rochosos localizados na Cintura de Asteróides entre as órbitas de Marte e Júpiter. Quando asteróides colidem entre si ou são perturbados pela gravidade de Júpiter, seus fragmentos podem ser lançados em direção à Terra. Segundo, existem meteoritos da Lua — fragmentos separados da superfície lunar devido a impactos de asteróides e que finalmente caem na Terra. Terceiro, e mais interessante, estão os meteoritos de Marte — pedras lançadas ao espaço por impactos de grandes asteróides em Marte e que finalmente chegam à Terra após milhões de anos viajando pelo espaço.
Existem três tipos principais de meteoritos, baseados em sua composição. Meteoritos rochosos (meteoritos rochosos) são os mais comuns, compostos por minerais silicatados semelhantes às rochas terrestres. Nesta categoria, há subgrupos chamados condritos — meteoritos que contêm pequenos grãos redondos chamados condrules, considerados entre os materiais mais antigos do sistema solar, formados há cerca de 4,6 bilhões de anos. Meteoritos de ferro consistem principalmente em ferro e níquel e acreditam-se vir das partes centrais de asteróides que sofreram diferenciação planetária — o processo no qual materiais mais pesados, como o ferro, afundaram para o centro do asteróide. Meteoritos rochosos-ferrosos são os mais raros, combinando uma mistura de rocha e metal.
O achado de meteoritos é um evento raro, mas significativo. Até agora, mais de 65.000 meteoritos foram encontrados e catalogados em todo o mundo. A Antártida é o melhor local para encontrar meteoritos — as grossas camadas de gelo azul e os fortes ventos fazem com que os meteoritos se acumulem em áreas específicas e fiquem preservados por milênios. Mais de 45.000 meteoritos já foram encontrados apenas na Antártida.
Do ponto de vista científico, os meteoritos são um tesouro inestimável. Eles permitem que os cientistas estudem a composição química e mineralógica de corpos celestes que não podem ser visitados pelos humanos. Estudos em meteoritos revelaram informações sobre a formação do sistema solar, os processos que ocorreram nas estrelas progenitoras antes do nascimento do Sol e até mesmo evidências sobre a presença de água e compostos orgânicos complexos no espaço — abrindo possibilidades sobre a origem da vida na Terra e em outros lugares.
