Sendai, 24 de junho — Em um laboratório de pesquisa na Universidade Tohoku, em Sendai, uma equipe de jovens cientistas está estudando atentamente um material aparentemente comum — um rolo de plástico transparente que parece não ser diferente do plástico comum. No entanto, o material que eles estão segurando é fundamentalmente diferente: ele é feito de algas marinhas que crescem abundantemente nas águas costeiras do Japão e se decompõe completamente em algumas semanas quando exposto ao ambiente natural.
A equipe de pesquisadores liderada pelo Professor Yuki Tanaka levou mais de cinco anos para desenvolver um processo de produção de polímero a partir das algas capaz de competir com as propriedades mecânicas e ópticas do plástico de polietileno convencional. Este material, conhecido como "SeaWrap", passou com sucesso nos testes de resistência, flexibilidade, transparência e eficácia como barreira contra umidade e oxigênio necessários para embalagens de alimentos.
O mais importante do ponto de vista ambiental, o SeaWrap se decompõe completamente em 6 a 8 semanas em ambientes marinhos ou terrestres, sem deixar nenhum microplástico perigoso. Isso difere drasticamente do plástico convencional, que pode durar centenas de anos no ambiente.
O processo de produção do SeaWrap também possui uma pegada de carbono muito menor em comparação com o plástico baseado em petróleo. As algas usadas como matéria-prima absorvem dióxido de carbono durante seu crescimento, tornando-a uma matéria-prima quase neutra em carbono. A cultivação de algas também não exige terra fértil ou água doce como as plantações agrícolas convencionais, evitando a concorrência com a produção de alimentos.
Colaborações com a indústria de embalagem já foram iniciadas, com várias empresas japonesas de alimentos comprometidas em mudar para o SeaWrap para parte de suas linhas de produtos. O preço do SeaWrap ainda é mais alto do que o plástico convencional no momento, mas os pesquisadores estão confiantes de que, com produção em larga escala, a diferença de preço diminuirá significativamente.
Essa descoberta atraiu grande atenção internacional, com países que lutam contra a poluição plástica declarando interesse em obter licenças dessa tecnologia para produção local.
Inovação em Materiais de Embalagem Sustentáveis: Japão Desenvolve Plástico Biodegradável a partir de Algas Marinhas. Pesquisadores japoneses conseguiram desenvolver um material de embalagem biodegradável de alta qualidade feito de algas marinhas, oferecendo uma alternativa ecológica que tem potencial para substituir o plástico convencional.. Sendai, 24 de junho — Em um laboratório de pesquisa na Universidade Tohoku, em Sendai, uma equipe de jovens cientistas está estudando atentamente um material aparentemente comum — um rolo de plástico transparente que parece não ser diferente do plástico comum. No entanto, o material que eles estão segurando é fundamentalmente diferente: ele é feito de algas marinhas que crescem abundantemente nas águas costeiras do Japão e se decompõe completamente em algumas semanas quando exposto ao ambiente natural.
A equipe de pesquisadores liderada pelo Professor Yuki Tanaka levou mais de cinco anos para desenvolver um processo de produção de polímero a partir das algas capaz de competir com as propriedades mecânicas e ópticas do plástico de polietileno convencional. Este material, conhecido como "SeaWrap", passou com sucesso nos testes de resistência, flexibilidade, transparência e eficácia como barreira contra umidade e oxigênio necessários para embalagens de alimentos.
O mais importante do ponto de vista ambiental, o SeaWrap se decompõe completamente em 6 a 8 semanas em ambientes marinhos ou terrestres, sem deixar nenhum microplástico perigoso. Isso difere drasticamente do plástico convencional, que pode durar centenas de anos no ambiente.
O processo de produção do SeaWrap também possui uma pegada de carbono muito menor em comparação com o plástico baseado em petróleo. As algas usadas como matéria-prima absorvem dióxido de carbono durante seu crescimento, tornando-a uma matéria-prima quase neutra em carbono. A cultivação de algas também não exige terra fértil ou água doce como as plantações agrícolas convencionais, evitando a concorrência com a produção de alimentos.
Colaborações com a indústria de embalagem já foram iniciadas, com várias empresas japonesas de alimentos comprometidas em mudar para o SeaWrap para parte de suas linhas de produtos. O preço do SeaWrap ainda é mais alto do que o plástico convencional no momento, mas os pesquisadores estão confiantes de que, com produção em larga escala, a diferença de preço diminuirá significativamente.
Essa descoberta atraiu grande atenção internacional, com países que lutam contra a poluição plástica declarando interesse em obter licenças dessa tecnologia para produção local.