Seul, 24 de junho — A Coreia do Sul enfrenta o desafio demográfico mais sério de sua história. A taxa de fertilidade do país, atualmente de apenas 0,72 filhos por mulher — muito abaixo da taxa de reposição populacional de 2,1 — é a mais baixa entre todos os países reconhecidos pela ONU. Isso significa que, a cada geração, a população coreana será reduzida pela metade, uma trajetória que, se não for enfrentada, levará a um grave colapso econômico e social nas próximas décadas.
Reconhecendo a gravidade dessa situação, o governo da Coreia do Sul lançou o pacote de políticas mais abrangente já elaborado para lidar com o problema da baixa taxa de natalidade. Com a maior alocação orçamentária de bilhões de dólares da história coreana para essa questão, o pacote inclui diversos incentivos, desde pagamentos em dinheiro direto para casais com filhos, até grandes subsídios para cuidados infantis, licenças maternidade e paternidade ampliadas e melhoradas, e instalações habitacionais especiais para famílias jovens.
No entanto, analistas sociais enfatizam que o problema é mais profundo do que a mera falta de incentivos financeiros. Os jovens coreanos, especialmente as mulheres jovens, estão cada vez mais optando por não se casar ou não ter filhos devido à extrema pressão econômica, ao custo de vida muito alto, especialmente em Seul, ao estresse excessivo no trabalho e à percepção de que ter filhos encerrará suas carreiras, principalmente para as mulheres.
O movimento social "sampo" — que se refere à geração mais jovem que abre mão de três coisas: casamento, filhos e relacionamentos amorosos — reflete o desespero sentido por muitos jovens coreanos que se sentem presos em um sistema que não lhes oferece escolhas significativas.
Este novo pacote tenta abordar as causas raiz do problema, não apenas seus sintomas. Reformas no local de trabalho para garantir que a licença maternidade e paternidade possa ser tirada sem pressão na carreira, reformas habitacionais para permitir que jovens casais possam comprar ou alugar moradias adequadas, e reformas no sistema educacional para reduzir a pressão dos exames que sobrecarrega e é uma das principais razões pelas quais a geração mais jovem coreana se recusa a constituir família.
Crise de Natalidade na Coreia: Taxa de Fertilidade Mais Baixa do Mundo Força Governo a Tomar Medidas Drásticas. A Coreia do Sul, que enfrenta a menor taxa de fertilidade do mundo, lançou um pacote de incentivos no valor de US$ 200 bilhões para encorajar jovens casais a terem filhos, na tentativa de conter a crise demográfica que ameaça o país.. Seul, 24 de junho — A Coreia do Sul enfrenta o desafio demográfico mais sério de sua história. A taxa de fertilidade do país, atualmente de apenas 0,72 filhos por mulher — muito abaixo da taxa de reposição populacional de 2,1 — é a mais baixa entre todos os países reconhecidos pela ONU. Isso significa que, a cada geração, a população coreana será reduzida pela metade, uma trajetória que, se não for enfrentada, levará a um grave colapso econômico e social nas próximas décadas.
Reconhecendo a gravidade dessa situação, o governo da Coreia do Sul lançou o pacote de políticas mais abrangente já elaborado para lidar com o problema da baixa taxa de natalidade. Com a maior alocação orçamentária de bilhões de dólares da história coreana para essa questão, o pacote inclui diversos incentivos, desde pagamentos em dinheiro direto para casais com filhos, até grandes subsídios para cuidados infantis, licenças maternidade e paternidade ampliadas e melhoradas, e instalações habitacionais especiais para famílias jovens.
No entanto, analistas sociais enfatizam que o problema é mais profundo do que a mera falta de incentivos financeiros. Os jovens coreanos, especialmente as mulheres jovens, estão cada vez mais optando por não se casar ou não ter filhos devido à extrema pressão econômica, ao custo de vida muito alto, especialmente em Seul, ao estresse excessivo no trabalho e à percepção de que ter filhos encerrará suas carreiras, principalmente para as mulheres.
O movimento social "sampo" — que se refere à geração mais jovem que abre mão de três coisas: casamento, filhos e relacionamentos amorosos — reflete o desespero sentido por muitos jovens coreanos que se sentem presos em um sistema que não lhes oferece escolhas significativas.
Este novo pacote tenta abordar as causas raiz do problema, não apenas seus sintomas. Reformas no local de trabalho para garantir que a licença maternidade e paternidade possa ser tirada sem pressão na carreira, reformas habitacionais para permitir que jovens casais possam comprar ou alugar moradias adequadas, e reformas no sistema educacional para reduzir a pressão dos exames que sobrecarrega e é uma das principais razões pelas quais a geração mais jovem coreana se recusa a constituir família.