Edimburgo, 24 de junho — No novo parlamento escocês em Edimburgo, o debate sobre o futuro constitucional da Escócia dentro ou fora do Reino Unido continua sendo o foco principal da política do país. O Partido Nacional Escocês (SNP), que lidera o governo escocês, continua pressionando Londres para obter permissão para um novo referendo de independência após a votação de 2014 que rejeitou a independência por maioria de 55 contra 45 por cento.
A paisagem política mudou significativamente desde 2014. O Brexit, rejeitado por 62 por cento dos eleitores escoceses contra apenas 48 por cento na Inglaterra, fortaleceu os argumentos dos apoiadores do SNP que alegam que a Escócia foi "levada para fora da UE" contra a vontade da maioria da população. Pesquisas recentes mostram que o apoio à independência varia entre 45 e 50 por cento, tornando o resultado de qualquer referendo futuro uma grande incerteza.
Quanto à questão da moeda, participação na OTAN e fronteiras entre a Escócia e a Inglaterra — questões que foram controversas durante a campanha de 2014 — ainda não foram resolvidas satisfatoriamente pelos apoiadores da independência. O SNP mantém a posição de que a Escócia manterá a libra britânica como moeda temporária antes de passar para sua própria moeda, mas críticos questionam a sustentabilidade desse abordagem.
A economia escocesa, que depende fortemente da indústria do petróleo e gás no Mar do Norte, que agora está se transformando em energia renovável, levanta importantes questões sobre a sustentabilidade fiscal da Escócia como país independente. Os apoiadores da independência alegam que o potencial de energia renovável da Escócia — vento, ondas e outros — é uma riqueza futura que pode substituir a dependência do petróleo.
Embora um novo referendo nos próximos meses pareça improvável sem a permissão do governo do Reino Unido, o tema da independência escocesa continua sendo uma das discussões constitucionais mais importantes e potencialmente transformadoras do cenário geopolítico das ilhas britânicas.
