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🔬 Ciência e Tecnologia

Time Crystals: Uma Nova Fase de Materia que Desafia a Simetria do Tempo e Desafia a Compreensão da Física Clássica

Time crystals são uma nova fase de matéria que foi prevista pelo vencedor do Nobel Frank Wilczek em 2012 e realizada em laboratório em 2017. Elas mostram um movimento periódico em tempo, sem a necessidade de energia externa, desafiando a simetria da tradução do tempo. Uma pesquisa recente por uma equipe da Google Quantum AI e da Universidade de Princeton, publicada na Nature em 2021, conseguiu observar essa fase em um processador quântico supercondutor, abrindo caminho para aplicações em relógios atômicos precisos e memórias quânticas estáveis.

9 Julai 20265 min de leitura0 visualizaçõesPor Redaksi KhatulistiwaNature
Time Crystals: Uma Nova Fase de Materia que Desafia a Simetria do Tempo e Desafia a Compreensão da Física Clássica
Imagem: Imej hiasan deterministik (Picsum)
AI

Introdução: O que são Time Crystals?

Na física de matéria condensada, os cristais comuns são definidos por uma estrutura atômica periódica no espaço tridimensional. Essa estrutura quebra a simetria da tradução do espaço, ou seja, se você mover o cristal um pouco, sua estrutura não será mais a mesma. Em 2012, o físico teórico Frank Wilczek propôs uma analogia radical: a existência de uma fase de matéria que tem uma estrutura periódica no tempo, em vez do espaço. Essa fase, chamada de time crystal, quebraria a simetria da tradução do tempo, significando que o sistema exibiria um movimento periódico espontâneo em um intervalo de tempo fixo, sem a necessidade de qualquer estímulo externo. Essa ideia foi inicialmente recebida com ceticismo, pois parecia violar a segunda lei da termodinâmica, mas experimentos recentes têm provado sua existência em sistemas quânticos controlados.

Fundamentos Teóricos e Desafios Iniciais

O conceito de time crystal tem raízes na simetria fundamental do universo. A simetria da tradução do tempo significa que as leis da física são as mesmas em qualquer momento; não há um momento mais especial do que outro. Se um sistema exibe um movimento periódico espontâneo em um intervalo de tempo fixo, sem a necessidade de qualquer estímulo externo, a simetria é quebrada. Wilczek imaginou um sistema de íons ou átomos que giram em uma espiral fechada, produzindo um movimento periódico que persiste. No entanto, críticos como Patrick Bruno (2013) apontaram que um movimento periódico que persiste em um estado fundamental (estado de fundo) violaria o princípio da conservação da energia. Essa controvérsia levou à definição mais precisa: time crystals verdadeiros devem existir em um estado não equilibrado (não equilíbrio) que é impulsionado periodicamente, mas seu movimento não está alinhado com o período do estímulo - um fenômeno conhecido como time crystal discreto (DTC).

Experimentos Pioneiros: 2017

Em 2017, duas equipes independentes conseguiram criar time crystals discreto em laboratório. A equipe da Universidade de Maryland usou uma cadeia de íons de itérbio presos em uma armadilha de íons, enquanto a equipe da Universidade de Harvard e MIT usou centros de vazio de nitrogênio (NV centers) em diamante. Ambos os experimentos usaram um laser para impulsionar o sistema periodicamente e observaram que a rotação de spin de íons ou elétrons exibiu um movimento periódico em um intervalo de tempo duplo do período do estímulo - um sinal claro de DTC. Esses resultados foram publicados na Nature e Physical Review Letters, confirmando que essa nova fase de matéria pode existir em sistemas controlados.

Avanços Recentes: Time Crystals em Processadores Quânticos da Google

Em 2021, uma pesquisa inovadora publicada na Nature pela equipe da Google Quantum AI e da Universidade de Princeton relatou a observação de time crystals discreto em um processador quântico supercondutor Sycamore. A equipe usou 20 qubits dispostos em uma cadeia de uma dimensão e usou uma sequência de impulsos de laser projetada para estabilizar a fase DTC. Eles mediram a correlação de spin entre os qubits e encontraram que o sistema exibia um movimento periódico persistente em um intervalo de tempo duplo do período do estímulo, apesar de terem encontrado perturbações e imperfeições. Esse experimento é importante porque mostra que time crystals podem ser realizados em plataformas quânticas escaláveis, abrindo portas para aplicações práticas.

Implicações e Aplicações Futuras

A descoberta de time crystals não é apenas um interesse acadêmico. Devido ao seu movimento periódico ser muito estável e não ser afetado por perturbações pequenas, time crystals podem ser usados como relógios atômicos mais precisos ou como elementos de memória quântica estáveis. Em computação quântica, time crystals podem funcionar como uma fonte de impulsos de tempo estável para a sincronização de operações lógicas. Além disso, a pesquisa sobre essa fase não equilibrada ajuda os físicos a entender fenômenos complexos como a termalização em sistemas quânticos e a transição de fase topológica. Algumas equipes de pesquisa estão explorando a possibilidade de criar time crystals em sistemas de fótons e átomos ultracriogênicos.

Desafios e Controvérsias

Apesar do sucesso dos experimentos, ainda há controvérsias sobre se time crystals discreto atendem à definição original de Wilczek. Como DTC requer um estímulo externo periodicamente, não quebra a simetria da tradução do tempo de forma espontânea no sentido estrito. Alguns físicos argumentam que time crystals verdadeiros devem existir em sistemas isolados sem estímulo externo. No entanto, uma definição mais ampla é amplamente aceita na comunidade de física de matéria condensada. Outros desafios incluem prolongar a vida da coerença de DTC e reduzir o efeito de deshogenação, que é o foco principal da pesquisa atual.

Conclusão

Time crystals representam uma fronteira nova na física de matéria condensada e sistemas quânticos. Da previsão teórica controversa à realização experimental sólida, essa jornada mostra a força da colaboração entre teoria e experimento. Com os avanços na tecnologia quântica, podemos esperar que time crystals sejam usados em dispositivos reais nas próximas décadas, mudando a forma como medimos o tempo e armazenamos informações. Essa descoberta também nos lembra de que o universo ainda guarda muitas surpresas que desafiam nossas intuições clássicas.

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