Sem Pulisic, a USMNT mostra profundidade
Christian Pulisic não jogou — não por causa de uma lesão grave, mas como medida preventiva após uma tensão na coxa durante o treino anterior. Isso não foi apenas a perda de um capitão. Foi a perda do principal criador de chances, o artilheiro de dois gols e o assistente de um gol nas duas partidas anteriores. No entanto, a USMNT não se abalou.
Giovanni Reyna entrou como substituto no lado esquerdo — e imediatamente mudou o ritmo. No minuto 27, um cruzamento preciso de Sergiño Dest foi aproveitado por uma cabeçada firme de Reyna, que confundiu Andrew Redmayne. Esse gol não foi apenas o primeiro. Ele aliviou a pressão inicial da Austrália, que atacou ininterruptamente desde o início.
Sem Pulisic, os Estados Unidos jogaram mais calmos. Não mais lentos — mas mais controlados. Weston McKennie e Yunus Musah controlaram o ritmo do meio-campo, forçando a bola a se mover rapidamente para áreas perigosas. Nenhuma ansiedade. Nenhuma tentativa excessiva. Apenas disciplina e confiança que crescia a cada minuto.
Balogun dá vantagem, a Austrália não desiste
Folarin Balogun ampliou a vantagem no minuto 54. Recebendo um passe inteligente de Tim Weah fora da área, ele soltou um chute forte — Redmayne reagiu tarde demais. Esse foi o terceiro gol de Balogun na competição. Também é evidência de que a USMNT não depende apenas de um único nome.
A Austrália reagiu. Mitchell Duke passou entre dois defensores, recebeu um toque de Mathew Leckie e acertou o gol — Matt Turner não conseguiu impedir. O placar ficou 2-1 no minuto 72. A atmosfera do estádio mudou. A Austrália pressionou fortemente. Três tentativas perigosas no final da segunda etapa — todas bloqueadas por Tim Ream e Chris Richards. Uma outra tentativa nos minutos finais foi perfeitamente bloqueada.
Classificação do Grupo: Vitórias que fortalecem, derrotas que forçam
Os Estados Unidos agora lideram o Grupo B com seis pontos — um a mais que a Inglaterra, que venceu a Irã. A Austrália permanece em terceiro com três pontos. Eles ainda têm chance de avançar para os 16 melhores, mas apenas se vencerem por grande margem contra a Dinamarca *e* os resultados outros forem favoráveis.
Para a USMNT, isso não é apenas classificação. É evidência da profundidade da equipe. Reyna e Balogun não são substitutos temporários — são jogadores prontos para assumir em momentos importantes. E quando Pulisic retornar, não será para substituir ninguém. Mas para adicionar uma nova dimensão.
Os 16 Melhores Estão à Espera — e Pulisic Quase Pronto
O jogo da fase de eliminação está programado para 4 de julho. Pulisic deve se recuperar totalmente e voltar a jogar. O técnico Gregg Berhalter ainda não anunciou a formação, mas certamente não será apenas 'recuperar Pulisic, voltar ao estilo antigo'. É mais sutil: como integrar a velocidade de Reyna, a precisão de Balogun e a maturidade de Pulisic em um sistema mais fluido.
A Austrália? Eles precisam vencer — e vencer por muito. Há oportunidades de criar chances. Mas a finalização ainda é nebulosa. Duas tentativas certas em 90 minutos. Essa não é a estatística de uma equipe que merece avançar para a próxima fase.
A Copa do Mundo 2026 já mostrou: a USMNT não é um participante comum. Eles venceram sem seu capitão. E quando o capitão retornar, eles não serão apenas fortes — eles serão perigosos.