Quem levou os artefatos de Machu Picchu para fora do Peru?
Tudo começou em 1911, quando um explorador e arqueólogo americano, Hiram Bingham III, 'descobriu' oficialmente Machu Picchu — a antiga cidade Inca escondida nas montanhas do Peru. No entanto, essa descoberta não foi apenas uma reconhecimento histórico. Nos anos seguintes, Bingham e sua equipe removeram milhares de objetos do local, incluindo cerâmica, ferramentas de pedra e ossos humanos. Para os peruanos, isso não foi apenas um empréstimo temporário, como Bingham afirmou, mas um roubo de herança nacional.
Bingham afirmou que a Universidade de Yale havia concordado em 'emprestar' os artefatos por 18 meses para fins de estudo. No entanto, após o período expirar, nenhum dos objetos foi devolvido. Em vez disso, a coleção permaneceu no Museu de História Natural Peabody da Universidade de Yale em New Haven, Connecticut, causando raiva no Peru que durou várias décadas.
Por que o Peru não pôde reivindicar os artefatos durante 100 anos?
Em meados da década de 1920, o governo peruano tentou reivindicar os artefatos diplomaticamente, mas a Universidade de Yale recusou-se, alegando que o acordo original era ambíguo. Durante anos, documentos que apoiavam as reivindicações do Peru desapareceram ou não foram revelados. No entanto, na década de 2000, os arquivos da Universidade de Yale revelaram que Bingham havia comprado ou roubado os artefatos sem a aprovação oficial do governo peruano.
A situação ficou mais tensa quando os peruanos apresentaram uma ação na corte dos EUA em 2006. Embora haja leis internacionais que protegem a herança cultural, o processo judicial foi lento e caro. Ativistas peruanos e ex-alunos da Universidade de Yale também organizaram campanhas globais, exigindo que a universidade fosse responsável. Em 2009, o Presidente do Peru, Alan Garcia, pediu abertamente ao Presidente dos EUA, Barack Obama, para intervir, aumentando a pressão diplomática.
O que está incluído no acordo de 2010 entre o Peru e a Universidade de Yale?
Em 19 de novembro de 2010, após quase um século de disputa, o Peru e a Universidade de Yale finalmente alcançaram um acordo. De acordo com o acordo, a Universidade de Yale concordou em devolver todos os artefatos e restos humanos Inca removidos de Machu Picchu. Em troca, o Peru reconheceu a contribuição da Universidade de Yale para a conservação e documentação dos artefatos. Cerca de 360 objetos, incluindo cerâmica, ferramentas de pedra e alguns esqueletos, serão devolvidos gradualmente.
Além disso, a Universidade de Yale e a Universidade San Antonio Abad del Cusco (UNSAAC) assinaram um acordo de cooperação para criar um museu e um centro de pesquisa conjunto em Cusco, Peru. Isso permitiu que a Universidade de Yale continuasse a participar da pesquisa da herança Inca, mas com o controle total nas mãos do Peru. O acordo é considerado uma vitória para a luta pela devolução de artefatos culturais em todo o mundo.
Como a sociedade peruana e internacional reagiu?
Quando a notícia do acordo foi divulgada, o povo peruano a recebeu com alívio e orgulho. Para muitos, isso foi uma retaliação contra a injustiça colonial que durou muito tempo. A mídia internacional também elogiou a medida como um precedente importante na luta pela devolução de bens culturais roubados.
No entanto, também houve vozes críticas que questionaram se o acordo era suficientemente justo. Alguns ativistas argumentaram que a Universidade de Yale não deveria receber nenhuma reconhecimento por sua participação no roubo dos artefatos. Além disso, alguns objetos que foram devolvidos estavam danificados, o que levantou questões sobre a maneira como a Universidade de Yale os havia cuidado.
O que podemos aprender com essa disputa?
A disputa entre o Peru e a Universidade de Yale não foi apenas uma questão de disputa de objetos antigos. Ela reflete a tensão entre os países ex-coloniais e as instituições ocidentais que controlam a narrativa da história global. A vitória do Peru mostra que, com pressão diplomática, leis e apoio popular, é possível reivindicar a herança que foi roubada.
Este caso também ensina aos grandes museus como o Museu Britânico e o Louvre, que ainda guardam milhares de artefatos de outros países, sobre a ética da propriedade cultural e a responsabilidade de devolver objetos roubados ou enganados. Para o Peru, a devolução dos artefatos de Machu Picchu não apenas restaurou a história, mas também a dignidade de um povo.
Qual é o status dos artefatos agora?
Após o acordo de 2010, os artefatos começaram a ser devolvidos gradualmente. Em 2011, a primeira leva chegou ao Peru e foi exibida no Museu de Machu Picchu em Cusco. Esse museu, construído em cooperação com a Universidade de Yale, abriga mais de 300 objetos e se tornou um destino popular para turistas e pesquisadores.
No entanto, não todos os artefatos foram devolvidos. Alguns objetos que eram muito frágeis ou já haviam sido integrados à coleção da Universidade de Yale podem permanecer nos EUA. Essa questão continua a ser um tema de debate, mas pelo menos o Peru conseguiu recuperar a maioria da sua herança. Para a nova geração de peruanos, esses artefatos não são apenas uma lembrança do passado, mas um símbolo da resistência e da soberania cultural inestimável.
100 Anos de Disputa: O Corpo Inca de Machu Picchu Finalmente É Devolvido à Yale. Durante um século, o governo peruano lutou com a Universidade Yale para recuperar milhares de artefatos Inca roubados de Machu Picchu. Da corte internacional até a petição contínua ao Presidente dos EUA, esta história mostra a disputa entre a herança cultural e o poder acadêmico. Finalmente, em 2010, um acordo histórico foi alcançado, mas é ele realmente o fim da disputa?. Quem levou os artefatos de Machu Picchu para fora do Peru?
Tudo começou em 1911, quando um explorador e arqueólogo americano, Hiram Bingham III, 'descobriu' oficialmente Machu Picchu — a antiga cidade Inca escondida nas montanhas do Peru. No entanto, essa descoberta não foi apenas uma reconhecimento histórico. Nos anos seguintes, Bingham e sua equipe removeram milhares de objetos do local, incluindo cerâmica, ferramentas de pedra e ossos humanos. Para os peruanos, isso não foi apenas um empréstimo temporário, como Bingham afirmou, mas um roubo de herança nacional.
Bingham afirmou que a Universidade de Yale havia concordado em 'emprestar' os artefatos por 18 meses para fins de estudo. No entanto, após o período expirar, nenhum dos objetos foi devolvido. Em vez disso, a coleção permaneceu no Museu de História Natural Peabody da Universidade de Yale em New Haven, Connecticut, causando raiva no Peru que durou várias décadas.
Por que o Peru não pôde reivindicar os artefatos durante 100 anos?
Em meados da década de 1920, o governo peruano tentou reivindicar os artefatos diplomaticamente, mas a Universidade de Yale recusou-se, alegando que o acordo original era ambíguo. Durante anos, documentos que apoiavam as reivindicações do Peru desapareceram ou não foram revelados. No entanto, na década de 2000, os arquivos da Universidade de Yale revelaram que Bingham havia comprado ou roubado os artefatos sem a aprovação oficial do governo peruano.
A situação ficou mais tensa quando os peruanos apresentaram uma ação na corte dos EUA em 2006. Embora haja leis internacionais que protegem a herança cultural, o processo judicial foi lento e caro. Ativistas peruanos e ex-alunos da Universidade de Yale também organizaram campanhas globais, exigindo que a universidade fosse responsável. Em 2009, o Presidente do Peru, Alan Garcia, pediu abertamente ao Presidente dos EUA, Barack Obama, para intervir, aumentando a pressão diplomática.
O que está incluído no acordo de 2010 entre o Peru e a Universidade de Yale?
Em 19 de novembro de 2010, após quase um século de disputa, o Peru e a Universidade de Yale finalmente alcançaram um acordo. De acordo com o acordo, a Universidade de Yale concordou em devolver todos os artefatos e restos humanos Inca removidos de Machu Picchu. Em troca, o Peru reconheceu a contribuição da Universidade de Yale para a conservação e documentação dos artefatos. Cerca de 360 objetos, incluindo cerâmica, ferramentas de pedra e alguns esqueletos, serão devolvidos gradualmente.
Além disso, a Universidade de Yale e a Universidade San Antonio Abad del Cusco UNSAAC assinaram um acordo de cooperação para criar um museu e um centro de pesquisa conjunto em Cusco, Peru. Isso permitiu que a Universidade de Yale continuasse a participar da pesquisa da herança Inca, mas com o controle total nas mãos do Peru. O acordo é considerado uma vitória para a luta pela devolução de artefatos culturais em todo o mundo.
Como a sociedade peruana e internacional reagiu?
Quando a notícia do acordo foi divulgada, o povo peruano a recebeu com alívio e orgulho. Para muitos, isso foi uma retaliação contra a injustiça colonial que durou muito tempo. A mídia internacional também elogiou a medida como um precedente importante na luta pela devolução de bens culturais roubados.
No entanto, também houve vozes críticas que questionaram se o acordo era suficientemente justo. Alguns ativistas argumentaram que a Universidade de Yale não deveria receber nenhuma reconhecimento por sua participação no roubo dos artefatos. Além disso, alguns objetos que foram devolvidos estavam danificados, o que levantou questões sobre a maneira como a Universidade de Yale os havia cuidado.
O que podemos aprender com essa disputa?
A disputa entre o Peru e a Universidade de Yale não foi apenas uma questão de disputa de objetos antigos. Ela reflete a tensão entre os países ex-coloniais e as instituições ocidentais que controlam a narrativa da história global. A vitória do Peru mostra que, com pressão diplomática, leis e apoio popular, é possível reivindicar a herança que foi roubada.
Este caso também ensina aos grandes museus como o Museu Britânico e o Louvre, que ainda guardam milhares de artefatos de outros países, sobre a ética da propriedade cultural e a responsabilidade de devolver objetos roubados ou enganados. Para o Peru, a devolução dos artefatos de Machu Picchu não apenas restaurou a história, mas também a dignidade de um povo.
Qual é o status dos artefatos agora?
Após o acordo de 2010, os artefatos começaram a ser devolvidos gradualmente. Em 2011, a primeira leva chegou ao Peru e foi exibida no Museu de Machu Picchu em Cusco. Esse museu, construído em cooperação com a Universidade de Yale, abriga mais de 300 objetos e se tornou um destino popular para turistas e pesquisadores.
No entanto, não todos os artefatos foram devolvidos. Alguns objetos que eram muito frágeis ou já haviam sido integrados à coleção da Universidade de Yale podem permanecer nos EUA. Essa questão continua a ser um tema de debate, mas pelo menos o Peru conseguiu recuperar a maioria da sua herança. Para a nova geração de peruanos, esses artefatos não são apenas uma lembrança do passado, mas um símbolo da resistência e da soberania cultural inestimável.